Um empreendimento controlado por um grupo importante de investimentos no Brasil, detém uma operação integrada de mineração de ferro e de manganês, com porto próprio e logística otimizada. O aspecto inovador da companhia a levou a contratar a Metso para otimizar a britagem de sua unidade de produção de minério de ferro no Centro Oeste do Brasil.
O desafio da mineradora envolvia a identificação de um parceiro que oferecesse uma alternativa de custo-benefício robusta à britagem tradicional, com um histórico positivo e foco nos prazos de entrega. Além disso, a proposta deveria atender “uma solução única para a cadeia de produção de aço mais sustentável”.
Para atingir suas metas, a mineradora avaliou diversas opções no mercado e escolheu a oferta de Britagem como Serviço (Crushing as a Service) da Metso como a melhor solução, baseada em boas referências de outros clientes brasileiros. Este novo modelo de negócios faz parte da oferta de serviços Lcs da Metso.
Em sua primeira configuração, a mineradora adotou um modelo com três plantas móveis usando a linha Lokotrack, com grande sucesso em termos de disponibilidade, produtividade e segurança de britagem. Diferente dos modelos tradicionais, a operação e a manutenção das plantas foi integralmente assumida pela Metso.
O excelente desempenho das plantas móveis e da equipe no local deu à alta administração da empresa a confiança para ampliar a operação. Nessa nova etapa, a mineradora contratou uma planta semimóvel (em skids), também da Metso, com capacidade de produção de 3.5 milhões de toneladas por ano (Mtpa).
O destaque da nova configuração foi a redução do tempo de mobilização das plantas para menos de 120 dias, um feito decisivo para o sucesso do projeto.
O contrato LCS da Metso tem duração inicial de três anos, com possibilidade de renovação. Sendo certo que ao final do contrato os equipamentos serão reutilizados em novas operações, podendo ou não envolver o mesmo cliente. A configuração de a Metso operar e manter a planta continua no modelo de Britagem como Serviço.
A circularidade é outro ponto positivo do empreendimento e está em linha com a filosofia da mineradora. Os Lokotracks inicialmente usados na planta de processamento, por exemplo, foram reformados e estão em operação em outros clientes da Metso.
“O LCS é um modelo alternativo aos projetos tradicionais, que em geral possuem longos períodos de fabricação, construção sob demanda, ramp-up e maturação, resultando em elevado consumo e desperdício de recursos”, diz Tiago Batalha, Gerente de Contratos LCS da Metso. “Nessa modalidade, os clientes sabem desde o primeiro dia exatamente o custo de sua produção, que é inalterável, reduzindo assim o risco da operação e a influência de agentes externos, como flutuações de preço de commodities”, completa.